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Acadêmicos do curso de História realizam pesquisa em aldeia no município de Aruanã


Acadêmicos de História durante visita a aldeia em Aruanã

Os Acadêmicos do Curso de História do 5º e 6º períodos da Faculdade Alfredo Nasser vivenciaram uma experiência de pesquisa e troca de saberes e conhecimentos na Aldeia Buridina, Aldeia em Aruanã – GO, com os povos originais da etnia Iny.  A pesquisa foi realizada nos dias 1 e 2 de Junho de 2018. Aproveitando a viagem na volta também foi realizada uma pesquisa na cidade de Goiás no dia 03 de junho de 2018.  

A pesquisa proposta foi realizada como culminância dos estudos teóricos, sobre cultura regional e cultura indígena que vem sendo trabalhados desde o Estagio Supervisionado I.

Na sexta-feira, dia 01 de junho, o grupo de acadêmicos foi recebido na Aldeia Buridina-Aruanã-GO. Pelo Cacique Raul Hawakati Mauri, ao qual apresentou a todos o professor Renan, que em uma roda de conversa muito gratificante e esclarecedora, falou sobre o processo de aculturação que os povos originais vêm sofrendo, desde o período colonial, falou também das peculiaridades e costumes da etnia Iny e nos apresentou a Aldeia Buridina.

Neste primeiro momento o professor indígena Renan fala de como se deu a formação do povoado que no passado se chamava Leopoldina, explica o significado do nome Aruanã que é uma dança e também o nome de um peixe, e ainda fala do processo de aculturação que seu povo vem sofrendo, explica a forma de educação dada aos mais novos, à organização familiar da tribo, como se posicionam devido a ameaças sofridas, por conta das demarcações das reservas indígenas, da luta para manter e regulamentar as terras, para impedir que o homem branco adentre mais ainda em seus territórios.

Após a roda de conversa com o professor Renan os acadêmicos conheceram a área 1 da Aldeia, que é a área mais próxima a cidade aonde é possível um maior contato, a Aldeia tem também as áreas 2 e 3, aonde não foi possível acesso, pois a pouca compreensão que o homem branco tem da cultura indígena, acaba criando situações constrangedoras. A economia da Aldeia é fruto do turismo, pelo comércio de artesanatos, e peixes pescado no rio, também fazem pintura corporal, para os turistas.

No sábado dia 02 de junho de 2018 os alunos da Faculdade Afredo Nasser foram recebidos pelo cacique responsável pela Aldeia; Sr. Raul Hawakati Mauri, representante da etnia Iny. O cacique realizou uma fala sobre o processo histórico vivenciado pelo grupo no século XX e XXI, como se deu a formação da Aldeia Buridina, sua luta e a luta dos seus antepassados pelo direito a terra e a existência dentro de sua própria cultura e ancestralidade, o processo de demarcação das terras indígenas (que até hoje não foi concluído), qual respaldo a tribo tem do governo e da prefeitura, como se organizam, como suas tradições são passada para as próximas gerações, suas historicidades oral, sua culinária e sobre suas espiritualidades. O cacique falou também sobre a tradição do dia índio, como foi criado e com qual intuito e respondeu às perguntas dos acadêmicos. Além disso, os acadêmicos puderam conhecer o Museu com exposição de objetos da cultura e material do grupo e o espaço de comercialização daquela comunidade.

O Cacique Raul Hawakati, falou também do perigo da generalização da história indígena e do cuidado que historiadores e professores devem ter, ao transmitir a historia da cultura indígena para não generalizar, as tradições indígenas são diversificadas, o que é costume em uma etnia, pode ser ao contrário em outra, essa é uma preocupação recorrente do cacique, o modo como se da as representação do seu povo, para que a sua historia não se deturpe, nem se perca para que as próximas gerações.

No domingo (3) os acadêmicos, orientados pela professora Me. Lucirene Ferreira Santana seguiram de Aruanã para a cidade Histórica de Goiás velho. O grupo realizou uma visita guiada ao palácio Conde dos Arcos e ao Museu das Bandeiras, encerrando a passagem pela Cidade de Goiás conhecendo a casa de uma antiga doceira, que ainda produz o tradicional e histórico doce chamado Alfenim ou Verônica. Esse doce faz parte da memória da Cidade de Goiás que ainda guarda algumas tradições. Ao degustar o doce, acadêmicos e professores experimentaram um gosto requisitado dos séculos XVIII e XIX da antiga Vila Boa.


Veja mais fotos...https://www.facebook.com/faculdadealfredonasser/

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